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Sociedade científica dos EUA elege paleontólogo para cargo de liderança

Neil Shubin assume a presidência da Academia Nacional de Ciências dos EUA em meio a cortes orçamentários e desafios na gestão anterior.

Paleontólogo Neil Shubin (à direita), que foi nomeado para liderar a Academia Nacional de Ciências dos EUA, exibe Tiktaalik roseae. (Foto: Sean Kilpatrick/The Canadian Press/Alamy)
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A Academia Nacional de Ciências dos EUA (NAS) anunciou a nomeação de Neil Shubin, paleontólogo da Universidade de Chicago, como novo presidente. A ratificação da escolha pelos membros da academia está prevista para ocorrer ainda este ano. Shubin sucederá Marcia McNutt, cuja gestão tem sido alvo de críticas, especialmente em relação à sua atuação durante a administração Trump.

A presidência de McNutt, que se encerra em 30 de junho de 2026, foi marcada por desafios financeiros significativos. O Conselho Nacional de Pesquisa (NRC), parte da NAS, enfrentou cortes orçamentários e demissões, resultando na dispensa de 50 a 100 funcionários desde o início do ano. A administração anterior cancelou diversos contratos que eram essenciais para a produção de relatórios científicos, prejudicando a capacidade da NRC de oferecer conselhos científicos a agências governamentais e clientes privados.

Shubin, que é membro da NAS, destacou em comunicado que a academia deve ser uma defensora do valor da ciência na formulação de políticas públicas. Ele enfatizou que investimentos em ciência são cruciais para o bem-estar da sociedade e para o crescimento econômico. A expectativa é que sua liderança traga uma nova abordagem para enfrentar os desafios financeiros e restaurar a confiança na NAS.

A gestão de McNutt, que começou em 2016, foi marcada por sua experiência em organizações científicas de destaque, incluindo a direção do Serviço Geológico dos EUA. No entanto, sua resposta às críticas sobre a administração Trump gerou discussões sobre um possível voto de desconfiança entre os membros da academia. McNutt reconheceu a complexidade da situação, referindo-se a um “dilema faustiano” em sua defesa.

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