Basta descer cerca de 25 metros nas águas da ilha de Yonaguni, no Japão, para encontrar uma estrutura submersa que desafia a compreensão arqueológica. Descoberto em 1986 por Kihachiro Aratake, o monumento apresenta grandes degraus e arestas retas, levando a debates sobre sua origem. Seria uma civilização perdida ou uma formação natural?
O professor emérito de geofísica Masaaki Kimura defende que as estruturas são vestígios de uma cidade antiga, possivelmente construída pelo povo Jōmon há mais de 10 mil anos. Kimura acredita que marcas nas rochas indicam trabalho humano, comparando-as a figuras esculpidas. Ele sugere que um tsunami em 1771 poderia ter submerso a cidade, apoiando sua teoria com a intensa atividade sísmica da região.
Por outro lado, o geólogo Robert Schoch argumenta que as formações são naturais, resultantes de processos geológicos. Após mergulhar no local, Schoch afirmou que a simetria e os ângulos retos não se confirmam em vários pontos, sugerindo que a estrutura é fruto da erosão e das falhas tectônicas. Outros especialistas, como Wolf Wichmann, corroboram essa visão, destacando padrões naturais de erosão nas rochas.
A cronologia também é um ponto crítico. Se o monumento fosse artificial, teria que ter sido construído antes de ficar submerso, o que desafiaria a compreensão atual sobre o surgimento de civilizações complexas. A hipótese de que Yonaguni remete a uma civilização perdida, como a lendária Lemúria, carece de evidências científicas.
Independentemente do debate, o monumento de Yonaguni se tornou um destino popular para mergulhadores, atraindo aventureiros em busca de suas belezas subaquáticas. O local, além de seu valor arqueológico, abriga uma rica biodiversidade, incluindo tubarões-martelo, tornando-se um ponto de interesse tanto científico quanto turístico.
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