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Cavaleiro medieval é descoberto enterrado sob sorveteria antiga na Polônia

Arqueólogos desenterram restos de cavaleiro medieval em Gdańsk, revelando uma lápide excepcional e um cemitério com quase 300 sepultamentos.

Sepultura pode ter mais de 700 anos (Foto: ArcheoScan/Divulgação)
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Sob os alicerces de uma antiga sorveteria no centro histórico de Gdańsk, na Polônia, arqueólogos realizaram uma descoberta significativa: os restos mortais de um cavaleiro medieval, acompanhados de uma lápide esculpida. A revelação ocorreu em julho, mas as escavações estão em andamento desde 2023. A empresa polonesa de arqueologia ArcheoScan confirmou que a lápide, decorada com a imagem de um cavaleiro, foi a primeira a ser encontrada.

Ao remover a lápide, os pesquisadores encontraram um esqueleto humano completo, que pertenceu a um homem adulto que viveu entre os séculos XIII e XIV. A descoberta é considerada de “significado excepcional” e uma das mais importantes na arqueologia polonesa nos últimos anos, devido ao excelente estado de preservação da arte funerária e do contexto arqueológico.

Detalhes da Descoberta

A lápide, feita de calcário da ilha de Gotland, retrata um homem em pé, vestido com armadura de cota de malha, perneiras, espada e escudo. A figura, com cerca de 1,5 metro, exibe a espada erguida, sugerindo um status elevado ou um papel de liderança militar. Apesar de alguns danos, a laje preserva detalhes importantes do relevo.

Os arqueólogos estimam que o homem media entre 1,70 metro e 1,80 metro. A disposição dos ossos confirma que a lápide marcava o local original do sepultamento. A sepultura faz parte de um cemitério medieval que contém quase 300 enterramentos, vinculado à igreja mais antiga de Gdańsk, construída com madeira de carvalho datada de 1140.

Próximos Passos

Atualmente, os pesquisadores estão envolvidos na limpeza, escaneamento em 3D e documentação da lápide, além de análises antropológicas e genéticas do esqueleto. A expectativa é que, em breve, uma reconstrução facial digital do cavaleiro seja realizada, revelando o rosto de alguém que viveu há mais de 700 anos em uma cidade que hoje é muito diferente.

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