O calor extremo tem afetado a qualidade do sono na Espanha, especialmente após junho ter sido registrado como o mês mais quente da história. Dados da Agência Estatal de Meteorologia (Aemet) mostram que as temperaturas mínimas em todo o país estão acima do normal, dificultando o descanso da população.
A presidente da Sociedade Espanhola de Sono, Ainhoa Álvarez, destaca que o maior desafio é adormecer. A temperatura ideal para o sono varia entre 18 e 22 graus, mas o calor excessivo torna esse objetivo quase impossível. Durante a primeira quinzena de julho, cidades como Madrid e Granada registraram temperaturas de até 31 graus às 23h, enquanto Jaén e Toledo chegaram a 33 graus.
Os especialistas explicam que o corpo humano possui mecanismos de termorregulação que dificultam o sono em altas temperaturas. Quando a temperatura noturna ultrapassa 30 graus, as pessoas perdem entre 11 e 18 minutos de sono por noite. Além disso, a chance de dormir menos de sete horas aumenta em 3,5% quando a temperatura é superior a 25 graus, conforme estudo publicado em 2022.
A situação é agravada pela falta de infraestrutura adequada em muitos lares. Segundo a Pesquisa de Condições de Vida de 2023, 33,6% dos lares na Espanha não conseguem manter uma temperatura fresca no verão. O acesso a ar-condicionado é limitado, com apenas quatro em cada dez residências possuindo esse recurso.
A mudança climática intensifica a frequência das ondas de calor, tornando essencial aprender a lidar com essas condições. Especialistas recomendam fechar persianas durante o dia e abrir janelas à noite para resfriar os ambientes. Além disso, manter-se hidratado e tomar duchas frias antes de dormir são estratégias eficazes para amenizar o calor e melhorar a qualidade do sono.
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