Um homem abriu fogo em um prédio de escritórios em Manhattan, buscando atacar a sede da NFL. Shane Devon Tamura alegou em uma nota que sofria de encefalopatia traumática crônica (CTE), uma doença cerebral degenerativa associada a lesões repetidas na cabeça, comum em atletas de esportes de contato.
Embora não tenha jogado profissionalmente, Tamura teve experiências em futebol de alto impacto durante o ensino médio, o que pode ter contribuído para sua vulnerabilidade à CTE. Ele percorreu o país com um rifle semiautomático antes de realizar o ataque. A NFL enfrenta críticas contínuas por sua falta de cuidado com jogadores diagnosticados com CTE, uma condição que pode causar mudanças comportamentais significativas.
A CTE é caracterizada pela morte progressiva de células nervosas no cérebro, levando a problemas cognitivos e emocionais. Não há cura, mas os sintomas podem ser gerenciados. Os especialistas ainda estudam a doença, que se manifesta de diferentes formas: uma mais precoce, entre 20 e 30 anos, e outra mais tardia, geralmente a partir dos 60 anos, com sintomas que podem incluir depressão e problemas de memória.
A relação entre a NFL e a CTE ganhou destaque após o diagnóstico do ex-jogador Mike Webster em 2002. Desde então, a liga tem sido acusada de minimizar a gravidade da condição. Estudos indicam que 345 dos 376 cérebros de ex-jogadores da NFL analisados apresentaram CTE. Apesar de algumas reformas de segurança implementadas pela liga, críticos afirmam que as mudanças são insuficientes e que a NFL ainda não assume total responsabilidade pelos danos causados aos atletas.
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