Suresh Raj, morador de 73 anos dentro de Bannerghatta Biological Park, na periferia de Bengaluru, já perdeu três cães desde outubro do ano passado. Espera que a convivência com leopardos seja compreendida como parte do ecossistema da região.
A área abriga leopardos na transição entre floresta e áreas urbanas. Bengaluru, com mais de 14 milhões de habitantes, registra entre 80 e 85 leoas, segundo estudo conjunto da Holématthi Nature Foundation e da Nature Conservation Foundation.
O levantamento, realizado entre 2019 e 2023 com armadilhas fotográficas, aponta densidade superior a 10,2 leopardos por 100 km² em BNP, superando outros parques protegidos do país. A pesquisa foca nas mudanças de habitat pela urbanização.
Leopardos também aparecem em áreas ao redor de BNP, em florestas reservadas e territórios não oficialmente classificados. O estudo alerta para a necessidade de conectividade ecológica e maior envolvimento das comunidades locais na conservação.
Entre as recomendações está ampliar o alcance de ações de comunicação com moradores das zonas de borda, visando reduzir conflitos. Os pesquisadores destacam que a proteção de habitats fora de BNP é essencial para a sobrevivência da espécie na região.
Conflitos com humanos surgem quando a caça de presas naturais diminui. Em Bengaluru, a presença de leopardos nas bordas da cidade é comum, mas a gestão de risco depende de políticas públicas, monitoramento contínuo e cooperação entre parques, autoridades e comunidades.
Especialistas ressaltam que a coexistência exige planejamento de longo prazo, com áreas protegidas bem mantidas, capturas de dados atualizadas e educação ambiental para reduzir temores e incentivar atitudes proativas junto aos moradores.
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