O mundo deve registrar 35,3 milhões de novos casos de câncer em 2050, ante 20 milhões em 2022, aponta a OMS. O crescimento é de 77% e aponta desigualdades acentuadas entre países de baixa e média renda. O dado foi apresentado pela diretora da IARC, Elisabete Weiderpass, em evento promovido pela Fiocruz no Rio.
Segundo a pesquisa apresentada, o câncer de pulmão permanece como o mais diagnosticado, com 2,5 milhões de casos, seguido por mama e colorretal. A mortalidade mundial por câncer alcança 1,8 milhão de óbitos anuais. Países com maior impacto incluem África Oriental e Central em termos de perda de produtividade.
Desafios globais e impactos locais
No Brasil, o INCA estima 700 mil novos casos por ano entre 2023 e 2025. A projeção aponta 1,15 milhão de novos casos até 2050, com mortes chegando a 554 mil até 2025. A entrevista de autoridades reforça a necessidade de ações imediatas para evitar sobrecarga no sistema de saúde.
A diretora da OMS destacou que 36 tipos de câncer, em 180 países, geram perdas de produtividade estimadas em US$ 566 bilhões, equivalente a 0,6% do PIB mundial. A distribuição de casos acentua disparidades regionais e requer estratégias de prevenção.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou por meio de vídeo na abertura do evento. Ele enfatizou cooperação global para ampliar o acesso a novas tecnologias e enfrentar fatores de risco, como tabaco e ultraprocessados.
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