A força-tarefa do Ministério da Saúde chegou a Maturacá, no Amazonas, para intensificar o monitoramento e o atendimento a casos de gripe na região. A iniciativa, com cerca de 30 profissionais, terá duração de 30 dias e tem foco especial na proteção de crianças com menos de cinco anos.
Ao todo, já foram registradas mais de 130 ocorrências e três óbitos, todos de crianças. Quatro casos permanecem em investigação. Amostras coletadas indicam circulação de vírus diversos, entre eles SARS e rinovírus, além de metapneumovírus e adenovírus.
Força-tarefa em atuação
Os profissionais integram médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionista e agentes de endemias, com participação de infectologistas, antropólogos e integrantes do EpiSUS. A equipe desloca-se para o Polo Base Maturacá, em São Gabriel da Cachoeira, para busca ativa de pacientes.
O Ministério da Saúde também disponibiliza insumos, medicamentos e apoio logístico. A secretária-adjunta de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, afirmou que a presença contínua de profissionais será mantida, com reforço na rotina de atendimento.
Contexto e vacinação
A região abrange cerca de 2.600 indígenas atendidos pelos polos da região Yanomami. A vacinação contra influenza segue em andamento, com aumento significativo de doses aplicadas no primeiro semestre. Entre menores de 1 ano, a cobertura subiu de 32,2% em 2023 para 57,8% em 2025; entre crianças até 5 anos, de 53,5% para 73,5%.
De 2022 a 2025, o Ministério quase dobrou o número de profissionais no Polo Base Maturacá, passando de 20 para 35. As ações seguem por 30 dias, buscando conter o surto e assegurar assistência contínua à comunidade.
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