O Ministério da Saúde divulgou dados que apontam a menor mortalidade por AIDS no Brasil em 32 anos, com queda de 13% entre 2023 e 2024. O anúncio também revela redução de 7,9% em gestantes com HIV e de 4,2% em crianças expostas ao vírus. Além disso, houve queda de 54% no início tardio da profilaxia neonatal e ampliação de ações de prevenção.
O caso de Maria Clara Tavares, nascida com HIV, ilustra o sucesso das estratégias de controle. Ela está grávida de 26 semanas, faz uso de antirretrovirais pelo SUS desde os quatro meses de idade e mantém carga viral indetectável. Ela iniciou o pré-natal logo ao descobrir a gestação.
Entre os números, o SUS atingiu mais de 95% de cobertura em pré-natal, testagem para HIV e oferta de tratamento às gestantes com HIV, condição que facilita a eliminação da transmissão vertical. Dados recentes se alinham aos critérios da OMS e aos objetivos 95-95-95.
O Ministério da Saúde lançou a exposição 40 anos da resposta brasileira à AIDS e a campanha Nascer sem HIV, Viver sem AIDS, em Brasília. A mostra, instalada no SESI Lab, reúne relatos e documentos sobre políticas públicas, ciência e mobilização social. A visitação vai até 30 de janeiro de 2026, marcando o início do Dezembro Vermelho 2025.
Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
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