O Ad Standards decidiu que anúncios veiculados em ônibus da Adelaide Metro, operados com gás natural comprimido (CNG), realizaram alegações ambientais enganosas ao descrever o gás como limpo e verde. A avaliação aponta que tais termos poderiam induzir erro sobre impactos ambientais.
A decisão envolve o governo da Austrália do Sul, o Departamento de Transporte e Infraestrutura de SA e a Adelaide Metro. A imprensa pública indicava que o CNG era mais limpo que o diesel, o que foi contestado pelas entidades reguladoras.
A reclamação foi apresentada pela organização sem fins lucrativos Comms Declare, que sustenta que o CNG emite metano e não é neutro do ponto de vista ambiental. A instituição argumenta que o gás não resulta em benefícios ambientais consistentes.
A Ad Standards avaliou que as mensagens violaram três seções do código de alegações ambientais. Foi ressaltado que soluções de transporte evoluíram para incluir elétrico, hidrogênio e híbrido, com ganhos adicionais de sustentabilidade.
Segundo o comitê, o uso do CNG na época visava reduzir emissões em relação ao diesel, mas estudos globais indicam emissões de gases de efeito estufa similares aos ônibus a diesel. A Adelaide Metro já está migrando para frotas elétricas.
A Adelaide Metro informou que recebeu orientação do Ad Standards para remover a mensagem de um pequeno número de ônibus. Um porta-voz destacou que o CNG oferecia redução de cerca de 13% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação ao diesel.
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