O CEO da OpenAI, Sam Altman, avalia expandir a atuação da empresa para além da Terra. Segundo o Wall Street Journal, houve negociações com a Stoke Space, empresa de foguetes fundada por ex-funcionários da Blue Origin. O objetivo era, ao menos, aportar bilhões até assumir o controle da Stoke.
As conversas começaram no meio do ano e ganharam força no segundo semestre. A proposta envolve levar IA e infraestrutura de data centers para o espaço, com uso de energia solar orbital. Estaria em pauta também a criação de centros de dados em órbita e a ideia conceitual de uma esfera de Dyson.
Plano financeiro e contexto
A ofensiva espacial ocorre em meio a pressão financeira sobre a OpenAI, que mantém compromissos bilionários com Oracle, Nvidia e AMD para infraestrutura de IA. A receita projetada para este ano fica em torno de US$ 13 bilhões, sem confirmação de um acordo de US$ 100 bilhões com a Nvidia.
Impactos e desdobramentos
A parceria com Oracle e Nvidia já gerou quedas de cerca de 19% e 13% nas ações dessas empresas no último mês. A OpenAI também enfrentou perda de participação de mercado do Gemini, da Google, levando a empresa a redirecionar esforços. Altman já tem investimento de US$ 18 bilhões na Stargate, ligado a data centers, e mantém um portfólio com mais de 400 startups.
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