Em Porto Alegre, RS, nesta quarta-feira (10), encerrou-se a oficina de construção da linha de cuidado das hepatites virais. O objetivo foi pactuar responsabilidades entre atenção primária, serviços especializados e vigilância, definindo fluxos de atendimento e próximos passos locais.
Participaram gestores, profissionais de saúde e representantes da sociedade civil, com apoio do Ministério da Saúde e das coordenações estaduais e municipais de hepatites virais. As diretrizes seguem o Guia de Eliminação das Hepatites Virais e o programa Brasil Saudável.
A iniciativa integra série iniciada em 2024, com oficinas em diversos estados para fortalecer estratégias de eliminação até 2030, em linha com metas da OMS. A metodologia prioriza construção coletiva e ações intersetoriais com participação de entes de várias esferas.
Avanços no Rio Grande do Sul
Entre 2019 e 2024, o RS registrou progressos no enfrentamento às hepatites virais: queda de 51,8% nos óbitos por hepatite C e redução de 30% nos casos da infecção, segundo o Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais 2025.
O SUS oferece exames, incluindo testes rápidos, tratamento e ações de busca ativa em populações vulneráveis, como pessoas privadas de liberdade e usuários de álcool e drogas. Vacinas contra hepatites A e B estão disponíveis nas unidades de atenção primária.
A hepatite C, que não possui vacina, tem tratamento com taxa de cura superior a 95% pelo SUS, reforçando a importância de acesso e continuidade do cuidado. As ações também contemplam vigilância, vigilância laboratorial e notificações compulsórias.
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