O risco de sangramento pós-parto entre as mães na Inglaterra atingiu o nível mais alto em cinco anos, segundo dados do NHS England. A taxa subiu de 27 por 1.000 nascimentos em 2020 para 32 por 1.000 neste ano, um incremento de 19%. No ano anterior houve 16.780 incidentes, o maior desde que os registros começaram.
Os números indicam que, embora o total de partos tenha caído nos últimos anos, os incidentes de sangramento grave aumentaram. Os dados abrangem a maior parte dos serviços de maternidade desde 2023, quando quase todos os trusts passaram a enviar informações sobre sangramento pós-parto.
A divulgação coincide com pressões políticas sobre a qualidade e a segurança dos cuidados, com a abertura de uma investigação e a criação de uma força-tarefa nacional. Partidos e especialistas pedem medidas para elevar padrões nas unidades de maternidade.
Contexto da denúncia e reações
A sondagem mostra 16.780 registros de sangramento significativo no último ano, o maior desde o início da consolidação dos dados. A liderança do NHS Inglaterra aponta que o problema está ligado a fatores clínicos mais complexos, como obesidade e idade média avançada durante a gravidez.
A líder do Partido Liberal Democrata, Helen Morgan, afirmou que o aumento representa risco grave à vida das mães e exige ações rápidas. A oposição cobra um “plano de resgate de maternidade” para elevar padrões de segurança nas unidades.
Profissionais da área destacam que o aumento pode refletir maior complexidade dos partos, com mais gestantes apresentando fatores de risco, como hipertensão e peso elevado. Especialistas reforçam a necessidade de monitoramento rigoroso e melhorias estruturais.
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