Entre 2022 e 2024, uma nova pesquisa envolvendo 22,7 mil trabalhadores do sistema penitenciário brasileiro revela impactos significativos da saúde mental e física na categoria. O estudo foi organizado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), em parceria com a Fiocruz, e apresenta números que apontam demanda por políticas públicas de cuidado estruturadas.
Os dados, apresentados pela Senappen, indicam que 10,7% dos agentes penitenciários tiveram diagnóstico de depressão. Além disso, 20,6% relatam transtorno de ansiedade, e 4,2% mencionam episódios de transtorno de pânico. Doenças físicas também aparecem com destaque, como obesidade (12,5%), hipertensão (18,1%) e doenças ortopédicas (12,3%).
Resultados da pesquisa
Os resultados ressaltam que há mais de 100 mil profissionais atuando no setor, considerados estratégicos para a segurança pública, ainda que com visibilidade limitada. As autoridades apontam a necessidade de políticas de cuidado estruturadas para a categoria, a fim de melhorar condições de trabalho e bem-estar.
O secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, afirmou que os números exigem ações rápidas para sustentar a função dos agentes. Segundo ele, o diagnóstico embasa o compromisso de ampliar e aprimorar o cuidado com cada servidor, garantindo condições adequadas para exercer as funções com dignidade.
O diretor de Políticas Penitenciárias, Sandro Abel Sousa Barradas, reforçou a importância de políticas de cuidado que promovam bem-estar, valorização e melhor desempenho dos servidores. O objetivo é estruturar ações já em andamento e ampliar iniciativas voltadas à saúde física e mental da categoria.
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