A segunda fase da Fuvest 2026 chegou ao seu segundo dia com foco amplo em temas de meio ambiente, sustentabilidade e referências culturais. A prova ocorreu nesta segunda-feira (15) e teve aplicação simultânea para mais de 30 mil candidatos que concorrem a vagas na USP. O conjunto de questões abrangia várias disciplinas, mantendo a avaliação sob o formato de provas discursivas.
A Amazônia Legal foi tema central na Geografia, enquanto Física explorou energia solar e a luz. Em Geografia e Biologia, foram discutidos os impactos das mudanças climáticas nos oceanos, com referência adicional aos oceanos na História sobre as grandes navegações. Houve integração de conteúdos históricos, como os protestos da praça da Paz Celestial e a crise da Grande Depressão de 1929, além do voto censitário no Segundo Reinado.
Referências culturais e cotidiano
Textos de Machado de Assis e da escritora moçambicana Paulina Chiziane serviram de base para reflexões sobre o Brasil imperial e as colônias portuguesas na África. O milho apareceu como elemento central em duas questões: o voo da pipoca em Física e o ciclo do milho na Química, conectado à música Festa do Milho interpretada por Luiz Gonzaga.
Cultura pop e aplicações práticas
Na Química, a referência a De Volta para o Futuro — que completou 40 anos em 2025 — foi usada para discutir o uso de uma lata de alumínio como combustível. Em Física, candidatos tiveram de calcular o deslocamento das teias do Homem-Aranha, conectando cultura popular a problemas de cinemática. A prova consolida a integração de temas atuais e elementos do cotidiano no conjunto avaliativo.
Panorama da seleção
A segunda fase da Fuvest 2026 agrega mais de 30 mil inscritos e define a entrada nos cursos de graduação da USP. O balanço divulgado pela banca organizadora aponta a presença constante de temas ambientais, históricos e culturais ao longo das questões.
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