O Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028. A estimativa, publicada pelo Inca, aponta que a doença pode se aproximar das doenças cardiovasculares como principal causa de mortalidade no país. Os números foram divulgados no Rio de Janeiro, no Dia Mundial do Câncer.
A projeção leva em conta o envelhecimento populacional, além de desigualdades regionais e desafios persistentes no acesso à prevenção, diagnóstico precoce e tratamento rápido. O estudo ressalta a necessidade de ações coordenadas para reduzir lacunas de acesso e ampliar a detecção precoce.
Desigualdades regionais
Câncer de colo do útero figura entre os mais prevalentes no norte e nordeste, assim como o de estômago entre homens nessas regiões. Tumores ligados ao tabagismo, como pulmão e cavidade oral, são mais comuns no sul e no sudeste. As divergências refletem, segundo o Inca, barreiras no acesso a prevenção, rastreamento e tratamento.
Roberto Gil, diretor-geral do Inca, afirmou que o país é heterogêneo e que fatores como urbanização e saneamento influenciam os padrões. O aumento da incidência de cólon e reto preocupa, disse ele, por relação com obesidade, sedentarismo e exposição a fatores de risco.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mencionou queda no câncer de colo do útero devido à vacinação contra HPV. O ministro destacou a prevenção de hábitos de risco, como tabagismo entre jovens e o uso de dispositivos eletrônicos, além do aumento da obesidade.
Padilha participou, ainda nesta quarta-feira, da adesão da Amil ao programa Agora Tem Especialistas. A ação prevê a realização de 600 cirurgias em hospitais privados para pacientes em fila no SUS.
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