O Ministério da Saúde passa a oferecer no SUS o imunobiológico nirsevimabe, anticorpo de proteção imediata contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite e de internações de bebês. O lote inicial tem 300 mil doses, distribuídas para todos os estados, para aplicação já no início.
Diferente de vacinas, o nirsevimabe não depende de resposta imune do organismo a longo prazo; atua logo após a administração, protegendo recém-nascidos e crianças pequenas com comorbidades. A medida reforça as estratégias de prevenção do SUS contra casos graves de bronquiolite.
Em dezembro, o governo já havia adotado a vacinação contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gestação, visando proteção do bebê durante a gravidez. Desde então, mais de 1 milhão de doses foram disponibilizadas, com cerca de 425 mil aplicações realizadas.
Quem pode receber o imunizante
O nirsevimabe é destinado a recém-nascidos prematuros com até 36 semanas e 6 dias de gestação e a crianças até 23 meses com comorbidades específicas: cardiopatia congênita, broncodisplasia, imunocomprometimento grave, síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e alterações das vias aéreas.
Por que a oferta pelo SUS é fundamental
O VSR responde por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonia em crianças até 2 anos. Em 2025, o Brasil registrou 120.176 casos de SRAG por vírus respiratórios relevantes. Desse total, 43.946 foram diagnosticados como VSR, com mais de 36 mil hospitalizações em menores de dois anos.
Entre na conversa da comunidade