A autoridade sanitária dos Estados Unidos intensificou o apelo pela vacinação contra o sarampo, em meio a surtos em vários estados e ao risco de que o país perca o status de eliminação da doença. A mensagem partiu de Dr. Mehmet Oz, administrador do Centers for Medicare and Medicaid Services, que ressaltou a importância da imunização como solução para o problema atual.
Oz defendeu as recomendações federais sobre vacinação e citou a cobertura do Medicare e do Medicaid para vacinas contra sarampo. Em entrevista, o médico-presidente também disse que a proteção vacinal faz parte do calendário básico de vacinação e que não haverá barreiras para o acesso aos imunizantes.
Surtos recentes se concentram na Carolina do Sul, onde há centenas de casos, além de uma incidência na fronteira entre Utah e Arizona. Outros estados também registraram casos neste ano, com impacto principalmente entre crianças. Especialistas destacam a relação entre desconfiança pública e a propagação de doenças antes erradicadas.
Contexto e reação política
O esforço de vacinação ocorre em meio a debates sobre recomendações vacinais e a influência de figuras públicas na percepção do tema. Kennedy, ligado a críticas a políticas de saúde, também sinalizou apoio à vacina contra o sarampo, segundo Oz, apesar de críticas anteriores sobre o calendário de imunização.
O governo federal alterou recentemente algumas recomendações de vacinação infantil, após pedido de Donald Trump para revisar abordagens de outros países e considerar ajustes nas diretrizes dos EUA. Estados, não o governo federal, definem obrigatoriedade escolar de imunização.
A adesão às vacinas permanece menor em algumas regiões, refletindo queda nas taxas de vacinação e aumento de crianças com isenções. Enquanto isso, doenças protegidas pela vacinação, como sarampo e coqueluche, voltaram a surgir em diferentes regiões do país.
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