O nirsevimabe começou a ser disponibilizado pelo SUS para bebês prematuros e crianças com comorbidades. A medida, implementada já em fevereiro, visa proteção imediata por pelo menos seis meses, acompanhando a temporada de maior circulação do VSR.
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é uma das principais causas de internação de menores de 2 anos. Bebês têm vias aéreas mais estreitas e imunidade ainda em desenvolvimento, tornando-os mais suscetíveis a quadros graves.
O imunizante Beyfortus, produto da Sanofi, funciona como um anticorpo monoclonal específico contra o VSR. Diferente de vacina tradicional, ele confere proteção direta ao bebê sem exigir resposta imune própria.
Nirsevimabe no SUS
No SUS, a cobertura está voltada a prematuros com menos de 37 semanas e a crianças até 2 anos com comorbidades graves, como doença pulmonar crônica, cardiopatias, imunossupressão, entre outras.
Esquema e elegibilidade
A SBIm recomenda doses diferentes conforme peso e faixa etária. Prematuros até 36 semanas recebem 50 mg ou 100 mg, conforme peso; crianças com risco grave até 23 meses recebem 200 mg em duas doses. A transição envolve estoque de palivizumabe.
Privado e condições de uso
Na rede privada, o imunizante pode ser aplicado em bebês até 8 meses, com foco na sazonalidade de maior circulação do VSR, especialmente próximo ao período de maior risco.
Efeitos e custo
Relatos apontam efeitos adversos leves, como erupções cutâneas, dor no local da aplicação e febre, em ocorrências raras. O preço de uma dose ficou em torno de R$ 2.663,32, podendo superar R$ 3 mil para o consumidor final.
Observações finais sobre acesso
Planos de saúde estão autorizados a cobrir o nirsevimabe apenas em casos específicos, como prematuros com idade gestacional inferior a 37 semanas ou crianças com doenças crônicas comprovadas.
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