Hertha Metals, criada pela pesquisadora Laureen Meroueh, apresenta um novo método para fabricar aço usando gás natural e eletricidade. O sistema também pode operar com hidrogênio, reduzindo emissões e custos.
A empresa afirma que o processo elimina a necessidade de instalações de coque e sinterização, comuns no siderúrgico tradicional. Com isso, diz reduzir o consumo de energia em 30% frente aos moinhos convencionais.
Desde o fim de 2024, a startup opera uma planta-piloto de 1 tonelada por dia, perto de Houston, no Texas. A instalação é descrita como a maior demonstração mundial de um processo único de fabricação de aço.
Avanços e metas de produção
Este ano, a Hertha inicia a construção de uma unidade com capacidade de 10 mil toneladas por ano. A expectativa é que a planta alcance plena operação até o final de 2027, também produzindo ferro de alta pureza para ímãs.
Meroueh afirma que o modelo reduz a dependência de aço importado, fortalecendo a cadeia de suprimentos interna. Segundo ela, o País depende de pig iron importado para atender o aço produzido a partir de sucata.
Inovação técnica e impacto industrial
O processo reduz o ferro a partir de minério de qualquer formato, funde em uma única fornalha e realiza a carburização, tudo no estado líquido. A companhia alega menor custo e menor emissão de carbono.
Além disso, o sistema é modular e utiliza equipamentos comuns de manejo de gases, turbinas a vapor e trocadores de calor. A empresa recicla gás natural para regenerar eletricidade.
Perspectivas futuras
A Hertha não pretende substituir completamente as usinas existentes, mas sim deslocar fornos de alto forno sem abandonar a infraestrutura atual. A planta de Houston é o marco inicial para ampliar a produção nacional de aço a partir de minério.
Até 2030, a empresa planeja fabricar ferro de alta pureza para magnets com vistas a atender parte da demanda do mercado norte-americano. Um segundo empreendimento visa produzir centenas de milhares de toneladas de aço por ano, em parceria com uma siderúrgica dos EUA.
Meroueh ressalta que o objetivo é reduzir a dependência de importações e ampliar a produção doméstica de materiais críticos para infraestrutura, defesa e energia.
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