O lança-perfume, droga inalante associada ao Carnaval, passou de perfume a item proibido no Brasil ao longo do século XX. A produção, uso e comércio foram consolidados nas primeiras décadas, ganhando força nos bailes carnavalescos até serem alvo de ações legais na década de 1950 e definitivamente banidos na década de 1960.
A substância chegou ao país no início do século 20, inicialmente como fragrância corporal. Com o tempo, tornou-se comum em festas, inclusive com venda voltada ao público jovem. A Rhodia, empresa francesa, foi pioneira na introdução do produto no Brasil, abrindo fábrica em Santo André, SP, para atender à demanda local.
Ao longo dos anos 1920 e 1930, surgiram marcas nacionais e o lançamento de lançamentos diversificados, sempre ligado à ideia de uso para carnaval. No entanto, o comércio ganhou fiscalização e críticas sobre danos à saúde e à moralidade pública, levando a debates sobre a regulação.
Mudanças legais e proibição
No fim dos anos 1950, jornais e políticos passaram a enfatizar riscos para a saúde e a ordem pública. Em 1957, proposal de lei propôs proibir importação, comércio e uso do lança-perfume. Em 1961, o governo decretou a proibição da fabricação, comércio e uso, com flexibilização temporária para adaptação industrial até 1962.
Pouco tempo depois, em 1966, o governo federal ampliou a proibição para toda a família de inalantes vinculados a folguedos carnavalescos, incluindo aerosóis. Com isso, deixou de existir autorização para fabricação, comércio e uso no país.
A história do lança-perfume revela como um item de consumo, ligado à celebração, passou a tema de políticas públicas, sem envolvimento de opiniões ou julgamentos, apenas fatos sobre produção, legislação e efeitos na saúde. Para compreender a diferença entre lança-perfume e outras substâncias inalantes, é útil consultar fontes especializadas sobre química e toxicologia.
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