O município de Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira, viveu uma das maiores tragédias do verão de 2026 provocadas pelo excesso de chuva. Na noite de 23 de fevereiro, a cidade registrou entre 100 e quase 150 mm de precipitação, segundo o Cemaden. O volume foi generalizado, agravando enchentes e enxurradas já acentuadas desde o início do mês.
A chuva intensa transformou ruas em pequenas correntes e alagamentos foram descritos como se vias funcionassem como rios. Em Ubá, cidade vizinha, a força das águas derrubou estruturas e aumentou o saldo de danos na região. Não houve confirmação de desabrigados no texto base, apenas relatos de transtornos generalizados.
A Climatempo havia alertado para o risco na região já no dia 22 de fevereiro, indicando volumes extremamente elevados e danos potenciais. A previsão categorizou a situação como perigosa, apenas atrás do nível de perigo extremo na escala utilizada. A guarda civil e equipes de defesa civil acompanharam a evolução.
Segundo a Climatempo, a Zona da Mata Mineira deve permanecer sob chuva muito volumosa até o fim de fevereiro. O quadro indica solo encharcado e rios com níveis elevados, o que eleva o risco de novos transtornos, mesmo com volumes diários menores que os observados no dia 23.
Dados do Cemaden mostram o registro de quase 150 mm em seis horas em Nossa Senhora de Lourdes, o que representa quase a média mensal de fevereiro para a região. Em Ubá, o mesmo período teve chuva próxima de 118 mm, contribuindo para os impactos locais.
O Inmet aponta números expressivos para Juiz de Fora: cerca de 579 mm de chuva entre 1º de fevereiro e 9h de 24 de fevereiro, bem acima da média histórica mensal de 170 mm para fevereiro. Em fevereiro de 2026, a cidade acumula volumes que superam amplamente a média.
Historicamente, esse volume de chuva em tão curto espaço de tempo eleva o risco de enchentes, deslizamentos e interrupções no abastecimento. A situação atual mantém os operacionais em alerta para novas ocorrências na região.
Até o momento, não houve confirmação de número oficial de vítimas ou desalojados na íntegra. Autoridades locais avaliam os danos, com equipes monitorando rios e áreas de risco para evitar novos transtornos.
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