O Ministério da Saúde, por meio da Sesai, iniciou a qualificação de 14 Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN) que atuam na Terra Yanomami. A formação pretende aumentar a atuação técnica, intercultural e integrada na promoção do saneamento ambiental nas comunidades da região.
A iniciativa ocorre no Polo Administrativo de Santa Isabel do Rio Negro, no Amazonas, e é conduzida pela equipe da DISANI, vinculada ao Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami. O curso tem carga total de 80 horas, distribuídas entre teoria, prática e supervisão em campo.
Ao todo, 22 aldeias do Polo Base Missão Marauiá recebem os AISAN, onde vivem cerca de 3.241 indígenas. A qualificação reforça ações de monitoramento da água, manejo de resíduos, controle de vetores e educação ambiental.
O papel estratégico do AISAN
O Agente Indígena de Saneamento atua na prevenção de doenças de veiculação hídrica e na promoção de práticas sustentáveis. Ele articula saberes tradicionais com conhecimento técnico para soluções culturalmente adequadas.
Entre as atividades destacam-se o monitoramento da qualidade da água, o monitoramento do cloro residual, a coleta de amostras para análise laboratorial e a orientação sobre higiene. O AISAN também acompanha obras de manutenção dos sistemas de abastecimento.
Além disso, o enfrentamento de riscos epidemiológicos é ampliado pela vigilância em saúde local e pela mobilização comunitária para mutirões de limpeza nas aldeias, fortalecendo a corresponsabilização pelo território.
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