A Anvisa divulgou um alerta nesta sexta-feira, 6 de abril de 2026, sobre o uso de suplementos alimentares que contêm cúrcuma. A agência aponta risco de danos ao fígado em casos ligados a formulações e tecnologias que aumentam a absorção da curcumina. Casos identificados em investigações internacionais são raros, mas graves.
A mensagem ressalta que o problema está associado a cápsulas ou extratos concentrados, e não ao consumo da cúrcuma na alimentação. A Anvisa cita que a diferença é o nível de concentração e a maior biodisponibilidade dessas fórmulas em comparação ao uso culinário.
Países como Itália, Austrália, Canadá e França já emitiam alertas semelhantes após registros de intoxicação hepática associada a suplementos de cúrcuma. Na França, houve relatos de hepatite e outros efeitos adversos vinculados a esses produtos.
Sinais de alerta e conduta
Entre os indícios indicados pela Anvisa estão pele ou olhos amarelados, urina escura, cansaço excessivo, náuseas e dores abdominais. Em qualquer um desses casos, a orientação é interromper o uso e buscar avaliação médica.
Caso haja suspeita de evento adverso, a recomendação é notificar o sistema de vigilância correspondente: VigiMed para medicamentos e e-Notivisa para suplementos.
Medidas adotadas pela Anvisa
A agência reforça que o risco não está associado ao uso culinário da cúrcuma. Para medicamentos e suplementos, porém, há concentrações mais altas e maior absorção, o que eleva a possibilidade de hepatotoxicidade.
Como precaução, a Anvisa determinou a atualização das bulas de Motore e Cumiah, ambos contendo cúrcuma. A avaliação do uso da substância em suplementos será reavaliada, com a inclusão de advertências obrigatórias nos rótulos.
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