Mensagens apagadas e de visualização única podem deixar rastros técnicos em aparelhos, permitindo recuperação em perícias digitais, segundo o perito Vanderson Castilho. A afirmação foi feita em entrevista ao UOL News, do Canal UOL.
De acordo com Castilho, ferramentas de análise forense buscam logs e traços de transações de dados em aplicativos como o WhatsApp, mesmo quando o conteúdo é apagado. A prática é comum em investigações que envolvem aparelhos apreendidos.
Para mensagens de visualização única no WhatsApp, o perito explicou que elas costumam vir anexadas a imagens. Em alguns dispositivos, há possibilidade de recuperar a imagem enviada. A notificação de mensagens pode facilitar o acesso dependendo da configuração.
Castilho detalhou o fluxo da perícia: primeiro é criada uma cópia integral do celular, depois softwares indexam e separam conteúdos por tipo e origem. A técnica envolve, ainda, leitura de textos com OCR e uso de IA para extração de informações.
O método, segundo o perito, exige cautela quanto ao uso de ferramentas desenvolvidas pela própria instituição investigadora. Ele citou exemplos de plataformas utilizadas pela PF, destacando questões de certificação e independência do método.
Entre os pontos citados, Castilho mencionou a possibilidade de uso de ferramentas de terceiros, como Celebride e Magnet, para comparação e validação de resultados. A avaliação técnica sugere prudência na confiança exclusiva em ferramentas internas.
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