O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação adiou o edital para compra do novo supercomputador nacional, peça central do PBIA. O lançamento deve ocorrer no fim de março ou início de abril de 2026, em função de ajustes logísticos. O objetivo é ampliar a capacidade de processamento de dados públicos do Brasil e sustentar a nuvem governamental.
O atraso foi motivado pela definição do local de instalação da máquina. O governo descartou Petrópolis, RJ, devido ao alto custo de energia e limitações da infraestrutura elétrica. O LNCC, em Petrópolis, abriga o supercomputador Santos Dumont.
Atualmente, o principal local em análise para a instalação é um data center da Telebras, em Brasília, por oferecer infraestrutura elétrica robusta e estar em terreno da União. A decisão final deve considerar custos, segurança de dados e disponibilidade de espaço.
O novo sistema, ainda sem nome definido, é visto como a principal infraestrutura do PBIA, lançado em 2024. O investimento total previsto para o plano é de cerca de 23 bilhões de reais até 2028, com 1,8 bilhão destinados ao supercomputador.
O Santos Dumont opera no LNCC desde 2016 e atende universidades e centros de pesquisa. O novo equipamento deve ampliar a capacidade, reduzindo o tempo de tarefas que exigem grande poder de processamento, como treinamento de modelos de IA.
O PBIA pretende colocar o Brasil entre os cinco países com maior capacidade de supercomputação até 2028. O projeto inclui pesquisa acadêmica, infraestrutura, formação de profissionais e desenvolvimento de aplicações em IA.
Estrutura e etapas
O MCTI consolidou a compra em etapas para mitigar riscos tecnológicos e financeiros. Já foram investidos cerca de 200 milhões de reais na fase inicial de infraestrutura e engenharia. A compra deverá ocorrer por partes, com módulos que podem contar com GPUs de ponta.
A estratégia prevê instalação provisória do conjunto inicial em um contêiner, permitindo participação de grandes fabricantes como Lenovo, Dell, HP ou Huawei para montagem com aceleradores avançados. A rede de supercomputação nacional deve ser expandida.
Para além da pesquisa, o PBIA planeja uma nuvem governamental para dados sensíveis do SUS e da Petrobras, mantendo o controle estatal sobre informações estratégicas. A independência tecnológica é vista como requisito para reduzir dependências de nuvens estrangeiras.
As universidades USP e UNICAMP têm avançado com aquisições de sistemas menores com GPUs, complementando a ampliação da capacidade de computação. A continuidade do projeto, mesmo com possíveis mudanças de governo, é tida como prioritária pelo MCTI.
O governo mantém a meta de posicionar o Brasil entre os five com maior capacidade de supercomputação até 2028, segundo a pasta. Ainda sem data final, o cronograma busca equilibrar custos, prazos e avanços tecnológicos.
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