Duas grandes farmacêuticas anunciaram uma mudança significativa em seus procedimentos de controle de qualidade. Amgen e Abbott Laboratories informaram em fevereiro de 2026 que deixaram de usar sangue de cavalos-matos doentes para testes de endotoxinas, migrando para substitutos sintéticos do LAL. A decisão envolve a detecção de endotoxinas em vacinas, medicamentos injetáveis e outros produtos.
A medida reduz a coleta de cavalos-matos doentes no meio marinho, cuja circulação de sangues para uso farmacêutico tem causado capturas anuais expressivas. O processo, apesar de indispensável para a segurança de fármacos, apresenta riscos de mortalidade para os animais. A mudança deve impactar cadeias de suprimento e biossegurança.
O trabalho com o LAL envolve o lisado de hemácias dos aracnídeos, que produz uma enzima capaz de detectar contaminantes bacterianos. Embora substitutos sintéticos tenham sido desenvolvidos em 2016, a adoção foi lenta. As empresas afirmam que a transição não tem data de conclusão definida.
Especialistas em conservação veem a decisão como positiva para o equilíbrio de ecossistemas costeiros. A tartam de cavalos-matos do Atlântico, alvo principal, suporta grandes avanços populacionais que alimentam aves migratórias ao longo da costa norte-americana. A mudança pode reduzir capturas e oferecer maior previsibilidade de suprimentos aos fabricantes.
Conservacionistas ressaltam que não há um monitoramento independente estabelecido e que não houve anúncio de uma data final para a descontinuação total dos testes com sangue de cavalos-matos. Ainda assim, entidades ambientais consideram a medida um passo relevante para proteção de espécies e de ecossistemas costeiros.
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