Desde fevereiro, o SUS passou a oferecer Beyfortus (nirvesimabe) para bebês prematuros com menos de 37 semanas e até 6 meses, e para crianças até 24 meses com comorbidades. A proteção é imediata, por meio de anticorpos fornecidos prontamente.
A vacinação materna também é enfatizada. A Abrysvo (vacina da Pfizer) pode ser aplicada a partir da 28ª semana de gestação e protege o bebê via transferência de anticorpos ainda na gravidez. A estratégia busca reduzir internações e mortalidade pelo VSR.
Em 2025, o VSR matou pelo menos 272 crianças menores de 2 anos e provocou 35 mil hospitalizações, com 10 mil UTI. Os números, apresentados pelo pediatra Renato Kfouri, destacam a gravidade da doença e o impacto no sistema de saúde.
O vírus sincicial respiratório é altamente contagioso e é a principal causa de bronquiolite em bebês. A doença costuma exigir hospitalização, agravando a demanda em hospitais, principalmente no outono e inverno.
Quem pode receber o anticorpo gratuitamente pelo SUS
Prematuros: nascidos com menos de 37 semanas, até 6 meses de vida; indipendente da vacinação da mãe.
Crianças até 2 anos com condições de risco: cardiopatias graves, doença pulmonar da prematuridade, síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares, imunossupressão.
E no sistema privado, como funciona
Nirsevimabe está disponível em clínicas privadas e é recomendado para bebês de termo ou prematuros, antes ou durante a temporada do VSR.
Quando o vírus circula mais
A sazonalidade varia por região. Em 2025, o pico nacional ocorreu entre abril e maio; Norte e Nordeste registraram início mais cedo, enquanto o Sul manteve alta transmissão até julho.
Por que a vacinação da gestante segue importante
A proteção materna é crucial nos primeiros meses de vida. Bebês prematuros recebem menos anticorpos pela passagem placentária, por isso o anticorpo monoclonal complementa a proteção. Bebês a termo sem imunização gratuita também se beneficiam da vacina materna.
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