The recordeamento de calor extremo no Sudoeste dos EUA em março de 2026 quebra séries históricas e eleva o debate sobre mudanças climáticas. Nos estados do Arizona e do sul da Califórnia, leituras preliminares apontaram 43°C, potencialmente o dia de março mais quente já registrado nos EUA.
Especialistas apontam que o aquecimento global amplifica o calor extremo, tornando eventos antes improváveis cada vez mais comuns. O estudo de atribuição rápida, conduzido pelo World Weather Attribution, sugere que tais ondas de calor teriam sido quase impossíveis sem a influência humana.
A equipe internacional de cientistas analisou temperaturas esperadas para março de 2026 frente a cenários com e sem emissões humanas. Concluíram que o aquecimento induzido por áreas de carbono liberou entre 2,6°C a 4°C a mais nas temperaturas observadas.
O papel do aquecimento global
Analistas destacam que a região já enfrenta temperaturas extremas com maior frequência. A área de ocorrência de eventos climáticos extremos nos EUA dobrou nos últimos cinco anos, segundo índices oficiais. No país, o número de dias quentes e o custo de desastres climáticos batem recordes.
Instituições como NOAA e Climate Central registram que as perdas associadas a desastres climáticos em dólares ajustados pela inflação triplicaram em duas décadas. O aumento de eventos extremos acompanha o ritmo do aquecimento global.
O que dizem especialistas
Pesquisadores da Climate Central apontam que as ondas de calor com alta intensidade são cada vez mais raras de prever pela prática anterior. Cientistas de instituições como Imperial College London destacam que a combinação de calor extremo e umidade eleva riscos à saúde e a infraestrutura. Observa-se, ainda, que eventos maiores de seca, enchentes e furacões acompanham esse padrão.
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