A paralisação na produção de hélio em Qatar, impulsionada pelos ataques ao centro de gás Ras Laffan, aumenta a preocupação com o aperto global de suprimentos. O gás é essencial para várias linhas de produção, incluindo semicondutores e imagem médica, e o impacto já se faz sentir com atrasos de remessas e contenção de contêineres na região.
Qatar responde por cerca de um terço da produção mundial de hélio. Danos à instalação elevaram a apreensão sobre o abastecimento nas próximas semanas, com atrasos logísticos e possíveis gargalos adicionais na cadeia de suprimentos.
Impacto no setor de saúde
Especialistas destacam que a indústria de saúde é a mais vulnerável ao aperto de hélio. A resfriamento de ímãs supercondutores de aparelhos de ressonância magnética (RM) depende de hélio líquido para manter temperaturas muito baixas. A indisponibilidade pode levar à redução da atividade de alguns equipamentos.
Tobias Gilk, consultor de segurança de RM, ressalta que sem hélio suficiente os scanners não funcionam com eficiência, tornando-os aparelhos com uso limitado ou inexigível. A falta de suprimento adequado pode atrasar reparos e manutenções em unidades que enfrentam falhas.
A indústria de semicondutores, por outro lado, pode absorver parte do choque por meio de diversificação de fornecedores e priorização de usos críticos. Ainda assim, o risco imediato recai sobre hospitais e serviços de saúde, que dependem de medidas rápidas de ajuste na cadeia de suprimento.
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