O Brasil passou a produzir totalmente no país o tacrolimo, imunossupressor essencial para pacientes transplantados. O medicamento é produzido pela Fiocruz em parceria com a Libbs, por meio da PDP, com foco no SUS. A iniciativa amplia a autonomia sanitária nacional.
A produção abrange todas as etapas, do Insumo Farmacêutico Ativo até o produto final. Antes, o insumo era importado, o que mantinha dependência externa. O avanço fortalece o domínio tecnológico em imunossupressores dentro do sistema público.
Segundo o presidente da Fiocruz, o passo aumenta a soberania brasileira na cadeia de insumos e reduz a dependência de insumos importados. A diretora de Farmanguinhos destaca impactos diretos na qualidade de vida de transplantados ao longo da última década.
Avanço estratégico e impacto na assistência
O primeiro lote, com mais de um milhão de unidades, já foi produzido e seguirá para testes de qualidade. Em seguida, o registro do medicamento na Anvisa será atualizado para refletir a nova origem do insumo. A produção atende ao SUS.
Farmanguinhos passa a ser o único fornecedor do tacrolimo para o SUS, consolidando internalização de etapas de desenvolvimento e fabricação. A cooperação internacional envolveu transferência de tecnologia do insumo da empresa indiana Biocon para a Libbs.
Desde a incorporação ao SUS, o tacrolimo já beneficou milhões de pacientes. Em dez anos, foram distribuídas mais de 500 milhões de unidades, assegurando a continuidade de transplantes realizados pelo sistema público.
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