O Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais (PR), reduziu em até 60% o consumo de água potável por meio de soluções de reuso e captação. A gestão é feita pela Motiva e as medidas integram a operação do terminal.
As ações dependem da integração de duas plantas: a Estação de Tratamento de Água da Chuva (ETAC) e a Estação de Tratamento de Águas Cinzas para Reuso (ETAR). Juntas, captam, tratam e reutilizam diferentes fontes hídricas, diminuindo a pressão sobre a água da rede pública.
A ETAR tem capacidade entre 4.500 e 7.500 litros por hora e permite reaproveitar cerca de 70% das águas cinzas geradas no aeroporto, como as provenientes de pias, lavatórios e chuveiros. A água tratada é destinada a usos não potáveis.
A captação de água da chuva também colabora com a operação, com armazenamento de aproximadamente 220 mil litros. Esse volume maior de reserva ajuda a manter o funcionamento mesmo em períodos de chuva irregular.
A economia gerada pelos sistemas impacta diretamente o consumo mensal de água do terminal, segundo dados da gestão ambiental. Dados internos indicam redução expressiva no volume de água utilizada pela edificação.
A analista de SGI em meio ambiente, Victoria Caroline Cordeiro Buchner, ressalta que o monitoramento técnico é essencial para assegurar a qualidade da água reutilizada. O controle contínuo garante uso não potável seguro para diferentes áreas do aeroporto.
Para o gerente do aeroporto, Eden Pisani Junior, a iniciativa está alinhada à estratégia da Motiva de operações mais sustentáveis. Ele aponta que o fluxo diário envolve mais de 15 mil pessoas, destacando ganhos em eficiência ambiental.
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