O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a incorporar um teste rápido para dengue, capaz de identificar a infecção nos primeiros dias de sintomas.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira e amplia a oferta na rede pública.
O exame entra na tabela nacional de procedimentos do SUS, viabilizando seu registro, financiamento e uso regular em unidades básicas de saúde, ambulatórios e hospitais.
O teste, conhecido como teste de antígeno NS1, detecta uma proteína do vírus circulando no sangue no início da infecção.
Diferentemente de exames que dependem da resposta imune, ele identifica o vírus de forma precoce.
Como funciona
O teste é feito a partir de uma amostra de sangue e utiliza imunocromatografia, tecnologia semelhante a outros testes rápidos.
O material é colocado em um dispositivo que reage à presença do antígeno do vírus, com resultado em poucos minutos.
Por ser simples e rápido, o exame pode ser realizado em diferentes níveis de atendimento, incluindo a atenção básica.
Vantagens e abrangência
Identificar a dengue cedo ajuda no acompanhamento do paciente, com monitoramento de sinais de agravamento, como queda de plaquetas e risco de formas graves. O diagnóstico rápido também aprimora a vigilância epidemiológica.
O teste pode ser solicitado por médicos, enfermeiros e biomédicos, e está indicado para pessoas de todas as idades. Pode ser realizado sem custo direto ao paciente, tanto em unidades básicas quanto em serviços hospitalares.
Quando começa a oferta
A integração já está em vigor, mas a disponibilização depende da organização dos serviços e da atualização dos sistemas do SUS. A expectativa é que haja incorporação gradual na rotina da rede pública, sobretudo em períodos de maior circulação da dengue.
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