Na China, o uso comercial de um implante cerebral voltado a tetraplégicos recebeu autorização regulatória neste mês. O dispositivo lê sinais neurais e os converte em movimentos da mão por meio de uma luva robótica. A aprovação foi concedida pela NMPA, a agência reguladora chinesa.
O equipamento é composto por um chip do tamanho de uma moeda, implantado na superfície externa do cérebro sem penetrar no tecido. Ele funciona sem fio e traduz comandos neurais em ações da luva robótica, permitindo agarro e manipulação de objetos.
A fabricante é a Neuracle, com base em Xangai. A empresa recebeu a licença para uso comercial e pretende ampliar a produção, consolidando-se como pioneira no setor de interfaces cérebro-computador BCI na China.
Essa marca representa a primeira autorização desse tipo no país. Companhias como Neuralink e Paradromics ainda mantêm seus dispositivos em fase de testes ao redor do mundo.
A Neuracle também está buscando ampliar o alcance financeiro da empresa. Segundo o South China Morning Post, a companhia iniciou processo de abertura de capital no Mercado Star da Bolsa de Xangai, com apoio do Citic Securities para a oferta pública de ações.
Globalmente, há cerca de 50 estudos com BCIs em andamento. Os testes em humanos são demorados, e a licença chinesa se destaca por ser, entre as propostas, uma opção mais simples e com maior viabilidade comercial.
Projetos com objetivos mais arrojados já foram reportados. Em 2023, pesquisadores na França e na Suíça restauraram a capacidade de andar de um paciente paralítico usando dois implantes.
Licença e impactos no setor
- A autorização chinesa sinaliza avanços regulatórios para BCIs comerciais.
- A Neuracle planeja ampliar produção e investir em infraestrutura.
- O mercado global de BCIs continua em estágio de desenvolvimento, com diferentes níveis de maturidade entre as empresas.
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