A Niantic Spatial, criadora de Pokémon GO, está transformando o banco de imagens gerado pelos jogadores em uma infraestrutura de navegação para robôs entregadores. A parceria com a Coco Robotics permite usar dados visuais para melhorar a localização de entregas, especialmente em áreas com GPS fraco.
Os mapas, alimentados por fotos de edifícios capturadas ao longo dos anos, ajudam veículos autônomos a navegar com precisão de centímetros. A iniciativa aproveita também dados de Ingress, outro título da Niantic, ampliando a base de treinamento de modelos de posicionamento visual.
A Coco Robotics atua com cerca de mil robôs que podem carregar até oito pizzas ou quatro sacolas de supermercado. O CEO Zach Rash informou ao MIT Tech Review que já foram realizadas mais de meio milhão de entregas em diferentes condições climáticas.
Quando o sinal de GPS é instável, especialmente em arranha-céus e áreas densas, os robôs tendem a perder o rumo. Os mapas visuais criados pela comunidade ajudam a manter estimativas de tempo de entrega mais estáveis, segundo Rash.
A base de imagens da Niantic já reúne mais de 30 bilhões de fotos, com variações de ângulo, horário e clima. O objetivo é treinar um modelo capaz de prever posição e trajeto com base nos elementos ao redor.
No cenário atual, Pokémon GO consolidou-se como um marco da realidade aumentada desde 2016, impulsionando seu ecossistema e expondo a Nintendo a ganhos significativos. Hoje, a tecnologia serve também para mapear cidades e orientar robôs.
Projeção futura
A visão da Niantic é o Mapa Vivo, uma simulação que se atualiza conforme as ruas mudam. As imagens geradas por jogadores fornecem a base inicial, e os robôs da Coco devem aportar dados diários para ampliar o mapa.
Essa abordagem pretende permitir que humanos e máquinas convivam com maior harmonia, segundo o CEO John Hanke. O objetivo é reduzir falhas operacionais e aumentar a eficiência das entregas com dados visuais em tempo real.
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