O Dia D da vacinação contra a gripe, neste sábado (28), marca o início da Campanha Nacional de Imunização contra a Influenza em grande parte do país. A antecipação da imunização é apresentada por especialistas como estratégia para proteger a população antes do inverno, período de maior circulação do vírus.
Segundo o pediatra infectologista Renato Kfouri, a atualização anual da vacina é necessária porque o vírus sofre mutações e pode escapar da proteção adquirida em campanhas anteriores. A imunização no começo do ano amplia a cobertura antes do pico sazonal da doença.
Três quartos dos casos de gripe costumam ocorrer durante o inverno, especialmente entre final de abril e julho no Sudeste. Já na região Norte, a sazonalidade começa mais cedo. Vacinar em março ou abril ajuda a manter proteção durante a fase de maior disseminação.
Grupos prioritários entram na lista de vacinação por risco de formas graves. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas apresentam maior probabilidade de complicações quando infectadas. Entre adultos de 5 a 60 anos, aqueles com diabetes, cardiopatias, câncer ou tratamento reumatológico também compõem o grupo.
A composição da vacina é atualizada anualmente para incluir as cepas que devem circular na próxima temporada. Geralmente são três: H1N1, H3N2 e um vírus do tipo B. A vacinação não causa gripe, pois o imunizante contém vírus inativados ou fragmentos não vivos.
As reações mais comuns são dor no local da aplicação, febre leve e mal-estar, com duração típica de até 48 horas e afetam cerca de 30% dos vacinados. A vacinação é considerada mais eficaz que lidar com a doença, que pode levar a infartos, AVCs, trombose e sobrecarga do sistema de saúde.
O objetivo da campanha é reduzir internações e complicações graves, protegendo grupos vulneráveis e fortalecendo a resposta do sistema de saúde durante o inverno.
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