Especialistas em transporte debatem, nesta semana, o potencial de eletrificar a malha ferroviária brasileira para o movimento de cargas. A discussão foca na redução da dependência do diesel e na melhoria do desempenho ambiental do sistema de transportes.
A ferrovia é a opção mais eficiente para cargas pesadas em longas distâncias. Quando eletrificada, o sistema tende a ficar ainda mais limpo, contribuindo para um transporte de longo curso com menor emissão de gases.
Historicamente, o Brasil já teve trechos eletrificados, sobretudo em linhas de passageiros e em áreas metropolitanas. Nas últimas décadas, a eletrificação foi interrompida em grande parte, limitando-se a serviços específicos.
André Castro, diretor técnico da LaClima, aponta que a resistência de parte da categoria de caminhoneiros pode dificultar investimentos nesse modal. O argumento envolve impactos potenciais na oferta de empregos no setor.
Exemplos internacionais
A Índia é citada como referência, com avanços significativos na eletrificação da malha ferroviária e quase 100% de cobertura em algumas áreas. Países de grande extensão, como Rússia e China, também são usados como modelos de referência.
Caminhos para o Brasil
Especialistas destacam a necessidade de aproveitar a infraestrutura existente para reduzir o tráfego de caminhões e planejar integração com fazendas solares ou parques eólicos próximos às ferrovias. O objetivo é viabilizar um modelo eletrificado de transporte de cargas.
A reportagem destaca que, com planejamento adequado, a ferrovia eletrificada pode apoiar a transição para uma economia de baixo carbono no país. O material inclui uma entrevista exclusiva do Blog Fiscal do Clima com um especialista no tema.
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