O Brasil avança na resposta ao HIV por meio de estratégias de prevenção combinada, que buscam reduzir novas infecções até 2030. A atuação envolve educação, testagem e acesso a ferramentas como PrEP, PEP e preservativos.
Dados do Ministério da Saúde apontam mais de 29 mil casos notificados até setembro de 2025, com alta incidência entre adultos de 25 a 34 anos e jovens de 15 a 24. Entre 2023 e 2024 houve aumento de 2,6% nos registros.
Apesar do cenário de novos casos, avanços terapêuticos transformaram o HIV em condição controlável. A continuidade dessas mudanças depende de ampliação do alcance de prevenção e diagnóstico.
A PrEP (profilaxia pré-exposição) é distribuída gratuitamente pelo SUS, em formulação oral, e pode reduzir o risco de infecção em até 95% quando utilizada com adesão. A PEP funciona como medida de emergência após exposição de risco.
O país dobrou, em quase dois anos, o número de usuários da PrEP oral, atingindo grupos mais vulneráveis. A ampliação do acesso envolve também educação e combate ao estigma, segundo especialistas da área.
Testagem e novas opções de prevenção
A testagem regular continua sendo crucial para reduzir a transmissão. Aproximadamente 96% de quem vive com HIV já foi diagnosticado no Brasil, um índice positivo, ainda assim passível de melhoria entre jovens.
Além da PrEP, o uso contínuo ou em intervalos maiores tem ganhado espaço, ampliando as opções de prevenção dentro da estratégia do SUS. A PEP permanece como porta de entrada para situações de risco.
A combinação de testagem, PrEP, PEP, preservativos e educação em saúde é reconhecida como a prevenção combinada pelo Ministério da Saúde e por organizações internacionais como a UNAIDS. O objetivo é reduzir novas infecções e avançar até 2030.
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