Ao menos 24 cepas diferentes de vírus teriam sido transportadas de forma irregular entre unidades da Unicamp, conforme apuração do Fantástico. O material foi retirado de um laboratório NB-3 do Instituto de Biologia e levado para outras áreas da universidade. Entre os agentes identificados estão dengue, zika, chikungunya e coronavírus humano, além de vírus que infectam animais.
Os suspeitos são a professora Soledad Palameta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos, e o veterinário e doutorando Michael Edward Miller. A investigação aponta transporte irregular de material biológico sob a responsabilidade dos dois.
A apuração teve início em 13 de fevereiro de 2026, após o aparecimento de caixas com amostras biológicas desaparecidas. Nos dias 24 e 25 de fevereiro, Michael foi visto entrando e saindo do laboratório em horários incomuns, carregando objetos.
Imagens de câmeras de segurança indicam que o casal frequentava o local desde novembro, inclusive em momentos sem a presença de outras pessoas. A situação levou a a observação de atividades suspeitas ao longo do período.
INVESTIGAÇÃO
O caso foi levado à diretoria do Instituto de Biologia em 3 de março de 2026 e encaminhado à reitoria dez dias depois. A Unicamp acionou a Anvisa e a Polícia Federal devido ao risco à biossegurança.
Em 21 de março de 2026, a PF realizou buscas na universidade e na residência dos suspeitos. Parte do material foi localizada em um biofreezer da Faculdade de Engenharia de Alimentos, segundo a apuração.
Após a operação, a professora teria ido a outro laboratório e descartado amostras biológicas, além de alterar rótulos e identificações. Não foram localizados os investigados.
Apesar da gravidade do caso, a direção do Instituto de Biologia afirma que não há risco de contaminação generalizada, desde que os materiais permaneçam armazenados em recipientes vedados e sob congelamento adequado.
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