A Embrapa lidera uma rede brasileira de pesquisa que investiga alimentos para uso no espaço. A iniciativa Space Farming Brazil busca desenvolver plantas e sementes capazes de se desenvolver fora da Terra, em ambientes lunares.
Coordenada por Alessandra Fávero, a rede busca adaptar cultivos, automação e robótica agrícola desenvolvidos no Brasil para condições extremas de radiação, baixa gravidade e ausência de solo. Cerca de 60 cientistas participam do projeto.
O estudo ocorre no contexto do programa Artemis, do qual o Brasil é signatário desde 2023, com parceria entre Embrapa, AEB e a NASA. A expectativa é que as tecnologias resultantes beneficiem produtores no presente e no futuro.
Segundo pesquisadoras, plantas tendem a lidar melhor com ambientes inóspitos do que humanos, abrindo caminho para melhorias genéticas. A pesquisa pode também trazer ganhos para a Terra, como uso eficiente de água, solo e energia.
Larissa Vendrame, da Embrapa, explica que plantas apresentam mecanismos de defesa e mudanças na expressão gênica que ajudam na adaptação rápida ao espaço, mesmo sob microgravidade e variações de temperatura. Esses insights orientam as cultivares.
Os trabalhos visam identificar cultivares mais adaptadas e eficientes, com impactos potenciais na agricultura terrestre, incluindo manejo hídrico e de nutrientes. O objetivo é compreender o comportamento das plantas sob estresse espacial.
Brasil entrou oficialmente no Artemis em novembro de 2023, por meio de acordo entre Embrapa e a AEB, com participação da NASA para reforçar cooperação científica e de exploração da Lua. A Embrapa atua no desenvolvimento de tecnologias úteis ao espaço.
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