Após viajar no tempo do programa Apollo, a Nasa prepara a Artemis II, missão que enviará quatro astronautas em uma expedição breve à volta da Lua. O voo, com duração inferior a dez dias, não fará órbita lunar nem caminhada no solo, mas sim uma ida e volta rápida.
A ideia é testar o retorno livre da cápsula Orion, com lançamento no Space Launch System (SLS) de 98 metros. O objetivo é simular o acoplamento e a navegação para futuras missões lunares, sem pouso em superfície.
A tripulação internacional inclui Christina Koch, a primeira mulher a participar do lado lunar, Victor Glover, Jeremy Hansen e Reid Wiseman. A composição reúne experiência de voos anteriores e visão de nove a dez dias no espaço.
Quem compõe a missão
Christina Koch detém recordes de permanência no espaço, incluindo uma caminhada totalmente feminina. Victor Glover foi piloto de testes da Marinha e integrou a primeira leva de astronautas lançados pela SpaceX. Jeremy Hansen representa a agência espacial canadense, enquanto Reid Wiseman é o comandante e veterano da NASA.
Detalhes do lançamento e da nave
O foguete SLS utiliza motores potentes e combustível de hidrogênio líquido, mais adequado aos objetivos da Artemis II. A cápsula Orion fica no topo, preparada para percorrer cerca de 393 mil quilômetros até a Lua antes de retornar.
Na primeira fase, as manobras envolvem órbita terrestre alta e prática de acoplamento com o estágio superior, sem aproximações perigosas.
Trajetória e retorno
A missão seguirá com a passagem em torno da Lua, aproximando-se do lado oculto por alguns minutos e retornando ao espaço profundo. A distância máxima alcançada superará marca histórica, no retorno ao espaço próximo da Terra. O pouso ocorrerá no Oceano Pacífico, cerca de dez dias após o lançamento.
Contexto técnico e histórico
Problemas de vazamentos de hidrogênio em testes anteriores atrasaram a missão e levaram a ajustes. O objetivo da Artemis II é preparar procedimentos, treinar equipes e aperfeiçoar sistemas de reentrada para futuras missões com maior complexidade.
Observações finais
Navios da Marinha acompanharão o pouso de Orion, que ocorrerá com a cápsula retornando com uso de paraquedas. O endurecimento do escudo térmico é uma parte crítica do processo, refletindo lições de voos anteriores. As operações ocorrerão com monitoramento contínuo do Centro de Controle da Missão em Houston.
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