No dia 8 de janeiro, a Nasa anunciou a evacuação da missão Crew-11 da ISS por um problema médico envolvendo um dos quatro tripulantes. A evacuação foi classificada como preventiva, não emergencial, e ocorreu após 25 anos de operação da estação sem esse tipo de ocorrência.
O retorno ocorreu em 15 de janeiro, com o quartetos Zena Cardman, Michael Fincke, Kimiya Yui e Oleg Platonov chegando à Terra. Na época, a Nasa divulgou apenas que a condição era grave, estável e que não havia intenção de interromper anteriormente os planos de pesquisa.
A missão deveria terminar em fevereiro, mantendo pesquisas em andamento. Com a saída do grupo, a ISS ficou com três astronautas, que retomaram a rotina com a chegada da Crew-12 em 14 de fevereiro. A evacuação permitiu manter a operação segura da estação.
O que se sabe até agora
Mais de dez dias depois, a Nasa informou que o problema ocorreu com o astronauta Mike Fincke, veterano com extensa experiência em microgravidade. A natureza da condição ainda não foi confirmada pela equipe médica.
Durante a véspera de uma caminhada espacial, Fincke perdeu a capacidade de falar enquanto jantava. A fala explicou-se 20 minutos depois, sem dor. Um ultrassom foi realizado na ISS para avaliação inicial.
Diante do quadro, médicos optaram pelo retorno antecipado da tripulação por precaução, cancelando a caminhada espacial. Fincke recebeu atendimento hospitalar na Terra e não apresentou complicações adicionais.
Os médicos seguem investigando as possíveis causas, revisando literatura médica para casos semelhantes. Hipóteses descartadas incluem ataque cardíaco e engasgo; permanecem em estudo as possíveis relações com a microgravidade.
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