A maior turbina eólica do mundo está sendo erguida em Schipkau, região de Brandemburgo, na Alemanha, em antiga área de mineração de carvão. O projeto visa aumentar a produção de energia limpa diante dos altos preços de energia na Europa, impulsionado pela necessidade de independência de petróleo e gás.
A turbina deverá alcançar 360 metros de altura, equivalente a um prédio de 100 andares, tornando-se a segunda maior estrutura da Alemanha. A altura é alcançada por meio de um dispositivo telescópico, que inicia em 150 metros e eleva a turbina a 300 metros.
A construção enfrenta atrasos anteriores por falhas em componentes de aço, mas permanece em andamento. A gestão foca na segurança e na qualidade, segundo Jochen Großmann, CEO da GICON, empresa responsável pela obra.
Detalhes da tecnologia e da produção
A turbina poderá gerar entre 30 e 33 gigawatts-hora por ano, com custo de energia estimado abaixo de cinco centavos por kilowatt-hora. A expectativa é que o projeto supere em 220% a produção de turbinas convencionais próximas e beneficie cerca de 7.500 domicílios.
O estudo de campo, feito em Klettwitz a pedido da SPRIND, indicou ventos mais fortes e estáveis aos 300 metros. A meta é validar a viabilidade de turbinas em alturas elevadas para regiões com ventos fracos no solo.
Contexto regional e energético
Schipkau fica na Lusásia, área transformada pela transição para energia limpa, com incentivos a projetos de energia renovável. O local prevê uma usina híbrida no futuro, combinando vento em dois níveis com um parque solar no solo para ampliar a geração anual.
A iniciativa destaca um desafio europeu: redes elétricas desatualizadas não acompanham o crescimento de renováveis. A solução de alto potencial busca reduzir perdas e dependência de combustíveis fósseis. O projeto é apoiado pela SPRIND, órgão de inovação alemão.
Perspectivas e impactos
Ao fim de 2026, a turbina deverá se conectar à rede. Caso haja sucesso, a infraestrutura pode inspirar novos projetos de alta altitude no continente e reduzir gargalos de transmissão. A Alemanha planeja ampliar sua capacidade e incentivar mais leilões de energia eólica.
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