Em meio à alta demanda por fraldas geriátricas e à sobrecarga de aterros sanitários, o Japão testa um projeto de reutilização de fraldas sujas para a fabricação de novas peças. A iniciativa está sendo aplicada em duas cidades, com planos de expansão pelo país.
As etapas ocorrem em Shibushi e Osaki, desde 2024, com um sistema de reciclagem que separa o material descartado em sacos específicos. Fraldas recolhidas são trituradas, lavadas e separadas em polpa, plástico e polímero superabsorvente.
Processo e responsabilidade
A empresa Unicharm conduz o processo, reciclando as substâncias para a produção de novos materiais. A polpa, componente principal, passa por um tratamento com ozônio para esterilização, branqueamento e desodorização.
Os produtos reciclados já chegam a lojas locais, com preço aproximadamente 10% acima das fraldas convencionais. A pretendida expansão envolve 20 municípios até 2035.
Objetivo e contexto
O objetivo é reduzir o uso de descartáveis e tornar o consumo de fraldas recicladas uma prática comum. A avaliação da empresa aponta para uma transformação de hábitos como elemento-chave da viabilidade econômica.
A mudança nasce em um contexto de declínio da demanda por fraldas infantis e crescimento do uso entre idosos, além da adoção por animais de estimação. A medida busca alinhavar sustentabilidade e economia.
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