A radiação é um componente crítico da Artemis II. A missão envolve uma viagem de 10 dias com a tripulação a bordo da cápsula Orion, que passará por regiões de alta radiação, incluindo os cinturões de Van Allen, ao redor da Terra. A exposição é monitorada com alertas em tempo real e abrigos a bordo para eventuais explosões de atividade solar.
A nave foi projetada para proteger os astronautas da maior parte do perigo, mas exige precauções quando a radiação aumenta repentinamente. Os quatro membros da tripulação — Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch, e Jeremy Hansen — permanecem dentro da cápsula durante a passagem pelos cinturões.
A Artemis II ocorre em orbita de teste e tem foco em validar sistemas da Orion, como suporte à vida, propulsão, navegação e comunicações. A missão não prevê pouso na Lua; o objetivo é confirmar desempenho da navegação e do escudo térmico em reentrada.
Radiação e limites de exposição
A radiação aumenta o tempo de exposição durante a passagem pelos cinturões de Van Allen. Cada astronauta tem um limite vitalício, e a missão consumirá cerca de 5% desse total para Koch, Glover, Hansen e Wiseman ao longo dos 10 dias.
Os cientistas destacam que, para comparação, seria necessário ficar um mês na ISS para igualar o nível de exposição previsto na Artemis II, que envolve uma trajetória de longa duração em órbita terrestre.
Preparos e proteção a bordo
Segundo a médica de voo Tarah Castleberry, manter os limites de exposição é essencial para reduzir riscos de doenças cardíacas, declínio cognitivo e desempenho a longo prazo, caso haja exposição acumulada. A tripulação também conta com abrigo contra radiação e sistema de alerta.
A Artemis II adota uma trajetória em forma de oito, contornando o lado oculto da Lua. Após duas órbitas terrestres, a nave seguirá rumo à Lua em trajetória de livre retorno, assegurando a volta sem manobras complexas se necessário.
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