Naoris Protocol lançou sua mainnet, apresentando uma blockchain construída desde o início com criptografia pós-quântica, baseada em algoritmos aprovados pelo NIST. O anúncio ocorreu nesta quinta-feira, marcando a entrada da rede no âmbito das soluções para a ameaça quântica.
O projeto destaca que utiliza o padrão federal finalizado para PQC, diferindo de versões de pesquisa anteriores. O objetivo é evitar vulnerabilidades futuras que possam surgir com computadores quânticos potentes capazes de quebrar chaves públicas atuais.
Segundo Nathaniel Szerezla, diretor de crescimento, o Naoris trata ML-DSA como a versão padronizada do CRYSTALS-Dilithium, não apenas como rótulo. Essa padronização busca reduzir riscos em comparação com opções não padronizadas.
A discussão sobre migração para criptografia resistente a quântica envolve mudanças significativas em redes existentes. Vitalik Buterin já propôs substituir componentes criptográficos, como ECDSA, por alternativas PQC em Ethereum.
Analistas destacam iniciativas similares em Bitcoin, com propostas que visam reduzir a exposição de chaves públicas; planos incluem futuras atualizações por meio de soft forks. A transição envolve etapas técnicas complexas.
O Naoris afirma que a transição para PQC é rígida: contas vinculadas a PQC exigem assinaturas internas válidas ML-DSA. Caso contrário, transações com apenas ECDSA são rejeitadas, com indicação de assinatura PQC necessária.
A rede aponta funcionamento com um conjunto limitado de validadores, em expansão futura. Em testes, a rede processou mais de 106 milhões de transações pós-quânticas e detectou mais de 603 milhões de ameaças de segurança.
Como os ativos em blockchains clássicas não podem ser protegidos retroativamente, usuários precisam mover ativos para a rede Naoris para alcançar proteção contra ataques quânticos, segundo Szerezla.
Preparação para o futuro quântico
O tema ganha destaque na imprensa especializada, com debates sobre como migrar para esquemas pós-quânticos sem interromper serviços. A implementação envolve reinventar assinaturas e validação de transações.
Pesquisadores indicam que ataques quânticos, com suficiente poder de processamento, poderiam explorar transações históricas. A migração proativa é apresentada como forma de reduzir a janela de exposição.
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