A Anvisa anunciou um pacote de medidas para reforçar o controle sanitário de medicamentos injetáveis destinados ao emagrecimento, especialmente agonistas de GLP-1 como semaglutida, tirzepatida e liraglutida. A ação responde a irregularidades identificadas na importação de insumos e na produção por farmácias de manipulação em todo o país.
A agência aponta falhas na cadeia de suprimentos e reforça que o objetivo é ampliar a fiscalização, revisar normas, suspender empresas de alto risco e fortalecer parcerias com reguladores internacionais. Um grupo de trabalho, com entidades médicas, acompanhará o tema para melhorar a segurança do paciente.
Medidas e fiscalização
Em 2026, foram realizadas 11 inspeções, contra o total de 2025. O resultado foi a interdição de oito empresas, entre farmácias de manipulação e uma importadora. Principais problemas: esterilização inadequada, falta de controle de qualidade e uso de insumos sem origem comprovada.
Além dessas ações, mais de 1,3 milhão de unidades de produtos estéreis foram apreendidas. Dados do VigiMed indicam aumento de relatos de eventos adversos, muitos sem identificação de origem do produto. Cerca de 26% dos casos envolvem uso off-label, elevando riscos à saúde.
Cenário de mercado e registros
O interesse por semaglutida tem favorecido a expansão do mercado brasileiro, com a expiração da patente no país ocorrida em março. Quatro áreas de registro estão em análise na Anvisa, com oito pedidos já em avaliação e nove aguardando início da fase técnica. A agência reitera que apenas produtos com registro comprovando eficácia, segurança e qualidade podem ser comercializados.
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