A tripulação da Artemis II, formada por Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, deve observar a Lua de perto na noite desta segunda-feira (6). A manobra ocorre no sexto dia da missão, sem pouso, com o aceno de contorno do lado oculto a uma distância entre 6.400 e 9.600 quilômetros da superfície. A Nasa descreve o momento como a primeira visão direta de partes da Lua pelos astronautas.
Durante a passagem, a tripulação dedicará a maior parte do dia a registrar imagens e vídeos da Lua, aproveitando a oportunidade inédita de ver pela primeira vez detalhes do lado oculto. A espaçonave Orion também pode alcançar um novo recorde de distância da Terra, superando o feito de Apollo 13 em 1970.
A observação terá duração aproximada de sete horas, com duplas alternando-se nas janelas da cápsula devido ao espaço limitado. Em certo ponto, a Orion ficará temporariamente fora de comunicação com a Terra por cerca de 40 minutos, quando passará por trás da Lua, bloqueando as ondas de rádio.
Especialista em astronáutica explica que o bloqueio de sinais é previsto pela NASA e não representa perigo. O ponto de maior aproximação da Lua está previsto para as 20h02, com a maior distância da Terra registrada nesse momento. Entre 21h38 e 22h35, a Lua bloqueará a luz solar vista da nave, encerrando o período de observação por volta das 22h20, quando as imagens começam a ser enviadas para análise.
Segundo a Nasa, os registros devem render dados inéditos sobre a geometria da extremidade lunar, contribuindo para planos de exploração futura e para o eventual pouso em 2028 durante a Artemis IV. A missão reforça o objetivo de retornar humanos à Lua após mais de meio século.
A passagem também é apresentada como um marco para o programa Artemis, que visa ampliar o conhecimento sobre a Lua e apoiar missões subsequentes de exploração humana. A equipe continuará recebendo acompanhamento técnico na Terra ao longo de todo o período de observação.
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