Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Menina com doença rara na Bahia é escolhida para terapia gênica experimental

Aurora Lima Nery, de Feira de Santana, é selecionada para triagem de terapia gênica experimental nos EUA para conter a progressão da distrofia de cinturas tipo R5

Aurora Lima Nery, de 3 anos, foi selecionada para um tratamento experimental de terapia gênica nos Estados Unidos após ser diagnosticada com uma doença rara
0:00
Carregando...
0:00

Aurora Lima Nery, uma menina de quase quatro anos, moradora de Feira de Santana, Bahia, foi escolhida para participar de um estudo experimental de terapia gênica nos Estados Unidos. O diagnóstico aponta distrofia muscular de cinturas tipo R5, doença rara e progressiva que afeta músculos e pode comprometer funções vitais ao longo do tempo.

A história da família envolve sinais vivos desde a infância. Inicialmente, não houve traços perceptíveis, até que, no segundo ano de vida, Aurora sofreu um desmaio que levou a internações. Exames indicaram níveis elevados de CPK, sugerindo lesão muscular, o que motivou avaliações mais amplas.

Após aproximadamente um ano de avaliações em unidades de saúde da Bahia e de outros estados, confirmou-se a doença por meio de testes genéticos voltados a condições raras. A confirmação ocorreu por meio de comunicação médica com a família, sem detalhes públicos sobre o laboratório.

Triagem e objetivos do tratamento

A triagem inicial, prevista para ocorrer em Richmond, nos Estados Unidos, visa avaliar se a menina atende aos critérios do estudo de terapia gênica. Caso aprovada, Aurora retornará ao Brasil antes de viajar novamente para receber o medicamento.

O tratamento utiliza um vírus modificado como vetor para entregar uma proteína responsável pela função muscular. A expectativa é estabilizar a doença e frear a progressão dos sintomas, mantendo a mobilidade e evitando complicações.

A família aguarda a primeira viagem aos EUA entre setembro e outubro deste ano. O protocolo prevê permanência de cerca de seis meses no país, com redução temporária da imunidade para prevenir rejeição, o que exige isolamento rigoroso.

Custos e acompanhamento médico

O estudo não cobre medicamento ou internação, mas cobre o tratamento em si. As despesas envolvem deslocamento, estadia e a permanência no exterior durante o protocolo de acompanhamento.

Desde o diagnóstico, a rotina da família mudou drasticamente. A mãe interrompeu o trabalho para cuidar da filha, com acompanhamento de fisioterapia e outros especialistas. A expectativa é que a terapia gênica possa impedir a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida de Aurora.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais