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Lagartas perigosas: por que alguns pelos podem causar reação

Lagartas venenosas podem provocar dor, inflamação e, em alguns casos, hemorragias; prevenção em jardins é essencial e atendimento médico rápido é recomendado

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Durante os últimos anos, aumentaram os relatos de acidentes envolvendo lagartas venenosas em áreas urbanas próximas a mata. Espaços comuns como jardins, quintais e calçadas elevam o contato com crianças e animais domésticos. Alguma espécies possuem defesas químicas que liberam toxinas ao toque.

Lagartas com cerdas urticantes ou espinhos tóxicos atuam como agulhas microscópicas. Ao romper a pele, liberam compostos que causam dor, inflamação e, em alguns casos, alterações na coagulação. A lagarta-de-fogo (genênero Lonomia) é frequentemente citada por riscos graves.

Agressões com esses insetos podem ocorrer quando há contato com troncos, galhos baixos ou plantas ornamentais. Roupas no varal ou objetos ao alcance também colaboram para o contato acidental. Em muitos casos, o incidente acontece sem percepção prévia da lagarta.

O que torna as lagartas perigosas

Toxinas atuam de formas distintas. Em Lonomia, o veneno pode interferir na coagulação sanguínea, provocando sangramentos. Em outras espécies, o efeito é local: dor, vermelhidão, inchaço e ardência no ponto de contato.

A intensidade depende da espécie, da quantidade de cerdas, da região atingida e da sensibilidade individual. Indivíduos alérgicos podem apresentar reações mais amplas, mesmo com lagartas menos tóxicas.

Sintomas e primeiros cuidados

A dor de queimação costuma aparecer nos minutos iniciais, com marcas, bolhas e inchaço. Em áreas finas da pele, o desconforto é maior. Em casos graves, podem ocorrer dor de cabeça, manchas roxas, sangramento nasal ou gengival e urina escura.

Se houver contato, não esfregar a área. Lavar com água e sabão neutro e, se possível, usar fita adesiva suave para remover cerdas superficiais. Procurar atendimento médico, levando informações sobre o contato e, se possível, a lagarta.

Prevenção prática

Evitar tocar troncos, galhos e vegetação sem conferência visual. Verificar roupas, toalhas e lençóis antes de uso. Orientar crianças a não manusear lagartas, mesmo que pareçam inofensivas. Manter poda regular em jardins e acionar defesa civil ao detectar grandes agrupamentos.

Em regiões com histórico de ocorrências, equipes de saúde costumam orientar a população durante períodos de maior atividade dessas espécies. A vigilância ambiental facilita a identificação precoce de colônias e reduz o risco de acidentes.

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